07/01/2012

pra levar na bagagem



Meus passos, quando eu estava longe,
equilibravam meu corpo na tua direção
e meu coração mandava sangue `as minhas pernas
pra elas não pararem de andar.
Sábio coração.
Te ouvia dizer no meu ouvido um alô que chegava ao mais secreto sótão do que pudesse pensar em ser.
Metade inteira se completa.
Corre! Sobe logo as escadas que trouxe meus braços ansiosos.
Ando devagar. Coração calmo.
Agora o tempo pode parar!
Fica por perto tudo que der,
Trouxe meus olhos, antes fechados pra agora não perderem um suspiro sequer.
Longe, meus olhos sofriam em não achar tua pureza.
Te ver sorrir chega a mais secreta porta do que me faz sonhar.
Sorri mais ainda, que trouxe o minha memória inteira pra ti morar.
Se admiro tua beleza não é só porque te vejo.
É porque te conheço.
Sábio coração.
Também te trouxe ele.
Porque já te conheci e não vou conhecer mais ninguém em parte alguma.
Poucos sabem que não existe ninguém assim.
Eu sei.
A chuva que corre pelo parabrisa deixa ver o que estava guardado dentro
e não molha.
Sábia chuva.

Meus passos vão voltar a andar depressa,
na espera de um dia, novamente chegar a ti.
A chuva agora pode molhar.
E na bagagem mais espaço.
Afinal o que te trouxe te deixo.
É teu.
Deixa protegido pelo parabrisa que não vai molhar o único momento de felicidade que não sabia que existia
e tu me trouxe.

Esse sim vou levar na bagagem.

insubstituível


Ninguém é insubstituível.
Não há situação e lugar que não possamos sobreviver.
Os problemas acabam sendo os mesmos, cá ou lá.

Aqui me sinto fora do mundo.
Lá, também.
Receio que seja assim enquanto estiver no mundo!
Aqui ou acá.
Estar fora é não estar dentro.
Feito tartaruga que leva a casa sempre nas costas.
Eu levo minha vida e algumas outras.
E a casa,
a casa é dentro. Se sentir em casa dentro do corpo.
Alma e corpo.
Casa e alma.
Calma.

Medo de ser substituível. (E todos são substituíveis.)
Medo de ser esquecido.
Será que também já não lembram do meu rosto?
Assim como os que conheci vão se apagando, apesar deu querer muito os ver todos os dias.
Apesar deu esquecer muito todos os dias do que conheci.
Conheci e mantive comigo só o que restou.
E o que restou?
Se os rostos vão se apagando,
não! Se misturando, se dissolvendo,
sobrando só olhos, bocas, partes
e nomes.
Lembram do meu nome?
Lembram do meu rosto?
Lembram do que eu os fiz conhecer?
Então coloquem tudo numa caixa e me mandem,
pra que eu lembre.
E os rostos! Não esqueçam os rostos,
pra que eu lembre.

Será que já me esqueceram?
E esqueceram do que os fiz conhecer?

E os rostos que não consigo lembrar!
Talvez porque já não são os mesmos.
Mudados pelo tempo,
pelo que conheceram depois de mim.
Porque não lembram do meu rosto.
Porque ele está diferente.
Mudado pelo tempo,
e pelo que conheci depois.

Ninguém é insubstituível. E eu não sou ninguém!
Ou sou?
Nesse caso não lembram de mim antes.

Receio que, enquanto estiver perdido no mundo
o novo ocupará lugares.
Rostos novos ocupam lugares do que conheci.
Alguns até ocupam o mesmo nome.
Assim como outros ocuparão o meu.
Porque ninguém é insubstituível.
E os rostos que conheci,
será que esqueceram do que os fiz conhecer?

26/12/2011

...reticências...

seguindo o sol eu estava quando te vi,
mas não pude parar
será que me reconheceria?
tão pouco falamos.
tanto eu já sabia.
e os dias não foram os mesmos.
que boa escolha a minha te trazer pra perto!
terá sido mesmo escolha minha?
e agora? reconheceu?
e se eu continuar seguindo o sol...?
ainda assim me reconheceria?
quanta vida...
quanta história...
das poucas certezas que tenho,
uma é que não saímos ilesos desses dias
...
não esquece de fechar bem a porta do fusca
e cuidar do fígado.
e é assim que tem que ser.
seguimos o sol...
e o que se passa por trás desses óculos escuros?
talvez eu saiba ...
pensar em ti também é pensar em mim.
portanto não esquece...
fecha bem a porta do fusca e cuida do fígado!
só sei que não saímos ilesos daqueles dias!
e agora, que falamos mais...
tão pouco eu sei!
mas tenho uma certeza,
(das poucas que tenho)...
me fala de ti,
só assim saberei de mim.
...
palavras,
sorrisos,
fotos,
amigos
festas
trabalhos,
sonhos,
lembranças,
...
somos nós seguindo o sol...

09/11/2011

coreto


Não é nada além de mais um dia. O sol nascendo no mesmo lado; as folhas no chão da praça São Salvador. As portas do comércio se abrindo para receber os moradores do bairro das Laranjeiras. Rio de Janeiro é assim: já acorda ao som de algum instrumento, nem que seja na cabeça de seus herdeiros; nem que seja no assobiar do velho senhor que leva as frutas mais bonitas para fora, assim quando a Dona Maria passar, atraída pelo cheiro, não resista em levar logo meia dúzia de qualquer uma delas.

20/08/2011

longe é tempo e não lugar


LoNgE é TeMpO e NãO lUgAr



Quanta saudade!

Como posso sentir saudade do que não passou? E do que passou,...quanta mudança!


Saudade é a palavra mais linda que já se criou!

Não é triste. Não é feliz. Não é nada. E é tudo!

Saudade traz `a mente tanta coisa. Traz aos olhos, as lágrimas. Traz `a boca, o sorriso. Ao coração, um aperto.


Saudade é sombra projetada na parede que vai ficando comprida, deixando saber que o sol está indo e o agora,....isso tudo (olhando ao redor e pra dentro), está chegando no fim.

...E virá um outro começo... recomeço para sentir tudo outra vez.


Saudade me acompanha quando fico longe com meus pensamentos.

Saudade imensa dos sorrisos.

Lembro de todos.

E não me faz sentir mais perto. Me faz perceber que longe é tempo e não lugar.


Saudade do que poderia ter sido. E também do que foi. E se ela vem agora ou antes ou depois, é porque os sorrisos existiram. E eu os vi. E os sorri!


Saudade de um tempo que não terei mais isso que vou deixar de viver por não estar por perto. Ahan! Eu sei. A saudade é confusa mesmo. E é só minha?


E deixa ter. Deixa vir.

Deixa. Que o caminho até aqui foi bonito.

Foi de deixar saudade.

Eita coisa boa! Se saudade matasse eu não queria mais viver! Porque é impossível deixar pra trás tantos dias.


Não vai ter outro jeito! Já não estou sozinho! A saudade me acompanha.

Uma boa companhia.

Deixa. Que o caminho até aqui foi bonito!


Outros caminhos vão cruzar pelos teus, pelos meus. E que sejam bonitos como foi o nosso. Porque não saímos ilesos desses dias.

E tenho a saudade de prova, que vai me acompanhar.


Sabe? Sempre pedi a Deus que pusesse pessoas boas na vida da minha família e na minha vida....

por vezes duvidei mas,...hoje tenho certeza que ele me escutou.


E tenho a saudade de prova, que vai me acompanhar.


inté!


02/08/2011

Nem sempre foi assim


Nem sempre foi assim



E se fossemos todos anjos? E se tivéssemos por missão, darmos as mãos e seguirmos o mesmo caminho? (Ou um trecho do caminho.) E se não nos restassem escolhas, senão as já concebidas pela vida. E se tudo fossem escolhas? Como se errar fosse um querer superficial. Como se fossemos conhecedores dos pontos de partida e chegada de cada atitude nossa.


- Faz tempo que não chove por essas terras. Vê? Seca como o coração daquela velha ali na porta, abandonada antes do casamento, na mocidade que ficou pra trás junto com seus sonhos.

Diz um homem `a sombra da árvore.


- Mas basta um pingo d'água pra essa terra se pôr verde, como basta um sopro de esperança praquele menino sentado na calçada, que perdeu a família no incêndio da casa. Parece que foi a vela da capelinha que não aguentou o pé-de-vento que entrou pela janela pequena ao lado da porta. E olha que a porta estava aberta!

Conta em detalhes o homem que estava ao sol, do lado da árvore.


    • É. Basta um pingo. Unzinho só. E nem isso vem. Terra seca. - Disse o homem `a sombra.

    • Mas não foi sempre assim. Já choveu muito por essa terra. E esse sol que agora quase me cega de luz e calor, foi buscado por entre os quatro cantos de dentro e de fora. Talvez por isso não vá mais embora. Nem de dia, nem de noite.


Claridade que cega, sombra que conforta. A sombra se move conforme o sol. O conforto pode se tornar uma ambição. Andar junto com o sol e se entregar a condição. Se render a dançar em busca do afago. Inquietude e aceitação. Escolher seguir a sombra. Escolher ver o que a luz pode mostrar. Mas a luz é tanta e a sombra tão pouca, que nem me conforto, nem enxergo aqui fora.


    • Deixa de bobagem. Nada é tão ruim assim. (Nem tão bom!). Quando as coisas se tornam difíceis, eu brinco. - 'Nessa rua, nessa rua tem um bosque. Que se chama, que se chama solidão. Dentro dele, dentro dele mora um anjo. Que roubou, que roubou meu coração.' - Eu brinco, eu rio. Eu sorrio com todas as forças! Porque com dentes a mostra e sorriso largo, os olhos se apertam e se enchem d'água. E se fecham, ao menos um pouco, para a realidade. É quando dá pra chorar sem lamentos. É quando dá pra enxergar a realidade turva pelas lágrimas e fingir, com um sorriso nos lábios, que tudo poderia ser diferente. Ah! Deixa pra lá. Já vou!... Adeus.

    • Mas vai por quê? - Disse o homem ao sol.

    • Vou porque é quase noite aqui.

    • Aqui? Aqui onde?

    • Aqui. Aqui dentro. Noite. Falta de sol. Ausência de luz. Distância dos corpos. E como sofro a noite! Ultimamente as noites parecem não ter fim. Apesar de má, a noite me faz enxergar que tudo o que desejo é ilusão. Má, cruel, conselheira, amiga. Assim é a noite enquanto espero chegar a manhã. Quanta dúvida carrego a noite! Quanta dúvida me pesa o coração! Onde? Com quem? Pensando em quê? Se pudesse ler pensamentos! Talvez seja melhor assim. E se não lembras de mim? Aí será noite mesmo quando o sol me ofuscar os olhos. Pobre de mim que tem a lua como professora a ensinar a dura lição da realidade. Pobre de mim que já vem vindo inverno, onde as noites são mais compridas. Acho que não vai ter outro jeito! Dormir? Não consigo! Pensas em mim? Não! Não me diz! A lua vai ser mais cruel ainda!....Pobre de mim que não enxerga ao sol e nem dorme a lua. Pronto! Lá vem vindo a noite. E tu já vai indo pra longe dos meus olhos. Pobre de mim que nem a lua perdoa! A menos que pensas em mim a noite! Aí então posso crer que a lua também brilha. E melhor! Me leva contigo, quando a noite vem e tu já vai indo pra longe dos meus olhos.


- Pois aqui não tem noite. Não tem chuva...Até as minhas lágrimas o sol secou! Secou o coração daquela velha abandonada. Vai secar a dor daquele menino que mal começou a vida e já sabe sofrer. Mas basta um pingo pra essa terra se pôr verde. Quem sabe o que há de ser? Quem sabe não sobra um pingo de água nos olhos do menino, ou da velha? Porque por mais que se esteja voltando, se está sempre indo pra frente. Porque depois que se põe andar pra frente, nem mesmo voltar é andar pra trás...Não chore tudo agora menino. Basta um pingo pra essa terra se pôr verde. Anda. Me dê a mão. Não passamos ilesos desses dias. Vê aquela velha na porta? Não se escolhe envelhecer. Assim com não se escolhe nascer. Mas não chore tudo agora. Vai bastar um pingo. Anda. Me dê a mão. Talvez o tempo passe depressa. Talvez demore a passar. Essa também não é escolha sua. Podemos seguir um trecho do caminho juntos se quiser!...Mas se ficar, não chore tudo agora.


Deixa pra lá. Já vou. Adeus.


16/06/2011

das muitas qualidades que tenho, a covardia é a maior

Desistir nunca fez parte dos meus pensamentos.
Pensando bem, agora que escrevi isso lembrei que talvez tenha sido o que mais fiz na vida.
Isso quer dizer que cheguei até aqui pelas minhas desistências e que a covardia faz parte dessa construção tanto quanto a coragem que tive.
É ruim buscar motivos para explicar atitudes? Sem a imparcialidade do distanciamento? Auto-conhecimento é superar seus limites. Não. É respeitá-los. Acabo de descobrir que não tenho força nem coragem quando não acredito. Insistir é doído e soa mais covarde que parar e se for o caso, desistir.
Só não aprendi ainda a aceitar que é hora de 'pular fora'. Melhor ou pior não importa. O que vai ficar é que a missão foi abortada. interrompida. outros seguirão. não eu. isso me deixa pra trás.(?) isso significa que farei de novo sempre que achar que cheguei ao meu limite? fraqueza. duvido que me sentiria melhor se tudo desse errado. duvido que me sentiria melhor se continuasse. pois bem. eis outra qualidade: inseguro (foi o que me disseram!). nem errar eu sei direito. nem esse direito me permito sem a culpa.
sim. é isso que me mostra quem sou. estou me conhecendo. e posso ser fraco. sem culpa.
e agora? acredito nisso ou não?
outras esquinas virão e mais escolhas me obrigarão a ir. ou ficar. Afinal covardia também faz parte do que sou e de onde estou.
melhor ou pior? não sei. duvido que seria melhor se eu continuasse. duvido que saberia como seria.
Item 1: não tenho força nem coragem quando não acredito;
vou indo (ou ficando) para escrever meu manual, já que não veio de fábrica.
outra descoberta: ser humano tem limites. antes conheça, depois supere-os.
Tudo devidamente identificado e etiquetado. Isso. não precisa ser o melhor sempre. se perdoe. se conheça. agora está pronto para errar de novo.
a covardia faz tão parte do que sou quanto a coragem. desistir ou continuar são apenas escolhas.

19/02/2010

Que venha!!

Dias atrás recebi um mail da Daline, uma grande amiga. Ela e o Filipe, aliás! Dois grandes amigos! e é bonito vê-los juntos!

.....o mail trazia um texto do Paulo Coelho com o título "Encerrando um ciclo". O que me fez pensar sobre...

nada fácil "encerrar" um ciclo, já que a vida é uma periódica, apesar dos 12 meses no ano, 2 semanas no mês, 7 dias na semana, 24 horas por dia...

Encerrar um ciclo se trata de uma escolha? Ou é uma condicional? Uma solução? Sobrevivência? O quê?...

Recomeçar não necessariamente quer dizer encerrar nada! Porque sou feito dos cacos do meu passado, dos cacos da minha história. E se recomeço agora, é porque tudo o que havia antes permanece. Assumo os riscos do que quero e abro mão (por enquanto!!!) do que é preciso.
Sabendo das minhas fraquezas e descobrindo a minha força.
Porque tudo continua bem aqui. Vivo. Me lembrando de onde posso chegar.

E que venha El Toro!...
....em forma de bife!!! uuaaahhh

24/11/2009

Documentário Bruno Segalla


Novidades: SPAGHETTI MOSTRA PROJETOS NO URUGUAY

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Dois projetos da Spaghetti Filmes estão entre os 16 selecionados para o Seminário de Direção de Documentários do Festival Internacional de Cine Documental do Uruguay. "Bruno Segalla", com direção de Samuel Bovo e "Outros Olhares", de Lissandro Stallivieri, foram escolhidos a partir de uma seleção de projetos internacionais de produtoras sul americanas.

O Seminário terá aulas de Direção de Documentários com o cineasta e professor inglês Michael Chanan, e Roteiro de Documentários com o espanhol Ricardo Iscar e a uruguaia Laura Santullo. Estas orientações serão feitas sobre os projetos apresentados, de maneira que o curso será intensivo e personalizado, gerando futuras obras audiovisuais de nível internacional.

O projeto de Samuel Bovo busca retratar a vida e obra do escultor, medalhista e humanista gaúcho Bruno Segalla, relembrando trechos da trajetória política, profissional e pessoal do artista. Já o projeto "Outros Olhares" é um documentário experimental com linguagem diferenciada. Parte das imagens do filme será feita por deficientes visuais, num jogo que explora a idéia do corpo no espaço e os limites da visão. O trabalho está baseado em um estudo da doutora e pesquisadora Magda Bellini.

O Terceiro Festival Internacional de Cine Documental do Uruguay, Atlantidoc 2009 vai acontecer entre 1º e 6 de dezembro no Balneário de Atlântida.

_________

MAIS

O DOCUMENTÁRIO BRUNO SEGALLA acaba de ser contemplado pelo FINANCIARTE de Caxias do Sul.

Sendo assim, as gravações iniciam nos primeiros meses de 2010 com roteiro de PAULA ZANETTINI e fotografia de JANETE KRIGER.

Duas notícias muito boas em meio a uma questão difícil de entender! O Documentário recebeu no parecer da Comissão de Avaliação e Seleção do FInanciarte, uma imposição de corte na equipe e redução em alguns cachês. A explicação do corte na equipe é que para um "documentário deste porte a equipe deve ser mais enxuta".

Pois me digam qual o 'porte' de documentário que eles se referem?

RESP: O 'porte' de um documentário que é um dos 16 selecionados entre tantos projetos da América Latina para o Festival que falamos logo aí em cima!

Tô achando que uma das duas Comissões de Avaliação está equivocada! Me ajuda a pensar qual das duas...

Enfim! Graças ao Financiarte (antigo Fundoprocultura) criado pela Lei nº 5940, de 29 de novembro de 2002 é que tornaremos realidade esse projeto lindão proposto pela Rejane do Instituto Bruno Segalla, entre cortes e prêmios...vamos novamente fazer arte por amor a arte. Certo de que tudo seria mais fácil, se os nossos colocassem em prática o que defenderam a vida toda no falatório.

Sucesso pra nós!


20/11/2009

Blog ESPM - Escola de Criação






20 de novembro é o Dia da Consciência Negra. Nesse ano, essa data é mais especial pra mim porque ela é o fio condutir do VT comercial da ONG Cecune que produzimos esse ano no Curso de Audiovisual Publicitário - Escola de Criação da ESPM.
Tem matéria no blog da Escola!